sábado, 7 de abril de 2012

OS NOVOS PAULISBAIATANOS TEMPORARIEDADE IGNORANTE

BRASIL BATUQUE


Este projeto teve início em uma reunião de amigos que conversavam sobre criação , experimentação e praticas artísticas, melhorias para estes envolvidos na conversa, amigos e a comunidade. Nasceu com o objetivo de estudar, praticar e dialogar atividades culturais, música, vídeo, cinema, teatro, poesia e outras manifestações artísticas, provenientes dos participantes do projeto, integrantes, convidados e público, nas suas mais variadas formas.

:falando sobre publicidade, prestações, mentira pra vender #eu que pensava que ia ficar em casa na segunda feira em casa :prestação endivida brasileiros #eu que pensava que ia ficar em casa na segunda feira em casa{}trio elétrico #vamos funkear :todos falavam de suas experiências, de seus textos, convidamos figuras folclóricas #voz tatá ri {}imagens da galera :se isso for arte eu me suicido {}bar, estúdio, clip .








HETEROTOPIA



Henrique Dantas: a venda de arquivo hoje, virou ,não pra todo mundo , mas principalmente para os grupos que detem esses arquivos, virou comércio, entendeu? Eu acho, é logico, as pessoas tem lá seus custos de manutenção daquele arquivo, tem o custo de produção de quando aconteceu, mais eu acho que essa é uma coisa que esta em pauta. É interessante a gente entrar nessa onda de direito autoral/
Érica: Aí o Bira tinha uma câmera na mão aí a gente tava falando sobre música, tinha a câmera na mão no banco de trás, tatá e eu tava falando sobre música/
Henrique Dantas: a história é de quem? De quem tem o arquivo ou a história é de quem vai estár vendo esse arquivo sendo recolocado, redimensionado e reciclado, entendeu? Então, é uma reflexão que eu tenho muito grande em relação a essa história do direito autoral. Inclusive pensando no meu filme daqui alguns anos de que forma lhe dar com isso porque eu não quero apenas lhe dar com ele falando:o meu, o meu minuto é tanto /
Tom zé : A arte é uma coisa que tem muitos mistérios.muitos mistérios tem a arte/
Henrique Dantas: Mais eu acho que arte tem um papel fundamental e isso é importante para essas pessoas que detem os arquivos, que a arte possa dialogar de uma forma não capitalista com as coisas. Acho isso importante mesmo de ser rediscutido. De quem é a história? A história é nossa, é minha ,é sua, é de quem está vendo a gente, dos nossos antepassados , dos nossos descendentes e por aí vai ….
Como surgiu o coletivo? E vocês se inspiraram nos novos bahianos?
O objetivo geral é estudar, trocar ,aprender, ensinar, a partir daí você divide os caminhos de estudo e entendimento,o objetivo é que surja diversas referências propostas pelo coletivo linha de frente
Quanto mais pessoas estivessem próximas.... não tinha esse sentido de dividir, nós estávamos somando pessoas, seres, entendeu? Vibrações legais. /No céu azul azul fumaça uma nova raça sai dos prédios para as praças uma nova raça. A gente pretende passar por diversas referências no decorrer deste processo, percurso de vivência e de estudo, os Novos bahianos apareceram no nosso caminho primeiramente pela relação dos nomes que as pessoas faziam ao ouvir o nome do projeto, estudar relações e criar a partir desses estudos perceber a história para criar a história buscar caminhos, conhecer para propor novos caminhos. Utopias, idéias que estão no mundo. Monitor première, vídeos novos na pista rolando, sobrepõe com outro vídeo /Você começa ter uma relação de formação de sua memoria de formação identitária sua aliada a isso entendeu?







PIPA



 Unir o respeito ao espaço, às pessoas e à comunidade por meio de manifestações artísticas e culturais, além de fomentar a viabilidade da experimentação da arte em seus diversos campos.

Uma pessoa ignorante poderia ensinar a outra pessoa ignorante o que ambas não conhecem?

A emancipação não é uma utopia longínqua, a ser perseguida em devaneios, mas é formada por práticas constantes de liberdade e reflexão, de ação e de apreciação sobre o fazer artístico, em infinito processo de investigação e descoberta.
Dar novas formas à própria sensibilidade e, por consequência à relação de si próprio com o mundo, seriam possíveis através da constituição de complexos de subjetividade, isto é, de uma constelação de práticas capazes de recuperar a capacidade de compreender e de agir sobre o mundo e sobre si. Esta constelação de práticas visando novas subjetivações é chamada de prática artístico/pedagógica emancipatória.
A investigação constante de práticas emancipatórias como um dos objetivos do Projeto busca instaurar novas formas de convivência coletivas, territórios de aprendizado e de transformação mútuas.








FESTIVAL



O vídeo propõe que o pensamento, ele mesmo, se veja investido de uma propriedade musicalimagem: a polifonia e a possibilidade de aproximar pessoas e linguagens aparentemente distantes e incompatíveis. A músicalimagem ensaia e antecipa aquelas transformações que estão se dando, que vão se dar, ou que deveriam se dar, na sociedade.








AMOR SUOR SANGUE FESTA



Estas máquinas auto-poéticas podem ser traduzidas como procedimentos capazes de conduzir/provocar/aprofundar um processo criativo capaz de produzir novas subjetividades.
Os modos e meios de produção são formas de se relacionar não só com a arte e o conhecimento, mas são também janelas para o mundo. O modo como produzimos e os instrumentos utilizados nesta atividade produzem também nossos corpos, espíritos, olhares, sonhos e desejos: nossa subjetividade, enfim.
O percurso educacional a ser trilhado não seria apenas o da conquista da autonomia (sempre ligada à esfera individual), mas o caminho da emancipação por meio da construção do conhecimento, como práxis coletiva. A emancipação, diferentemente da autonomia, não poderia ser entendida como atributo individual, privado, mas apenas como atributo coletivo, social. a emancipação envolveria a autonomia individual mas superando-a, reafirmando-a coletivamente.
A prática artístico/pedagógica torna-se assim mais profunda e difícil: envolve a criação, a produção de mundos, externos e internos: envolve a produção de novas subjetividades, instaurando novas formas de convivência, de aprendizado e de transformação mútuas. A emancipação é um devir em criação sem fim, instaurado a partir de práticas emancipatórias comuns.








FILME MUSICAL



Imagens três quadros sobrepostos: 1: Filme Os novos Bahianos; 2: Bia , Erica, casa de cultura;3: bar Gondos projeto.
Henrique Dantas - E quando você faz um filme sem produtora grande, ou seja, se chega lá, e não chega com uma van com equipe de pessoas, você chega apenas você e mais um ou dois no máximo, as pessoas ficam meio pô será que esse cara vai conseguir realmente fazer uma história fazer um filme e tal. E isso foi uma grande dificuldade que eu tive. Em relação a material de arquivo eu tive uma sorte de ter 3 filmes bahianos que eu também usei como imagem de arquivo no filme que é a tetralogia dos heróis marginais bahianos meteorano primeio, caveira e depois superuto. È um filme importante para nossa geração porque toca em utopias em ideais que são meus também(imagem Henrique Dantas) são de todos de certa forma. Contar um pouco das histórias, de nossas histórias que a gente ainda não sabe que elas existem.
Gui : Lá vem o homem da gravata florida, meu Deus do céu que gravata mais linda, que gravata sensacional olha os detalhes da gravata, que combinação de cores que perfeição tropical, olha que rosa linda azul turquesa se desfolhando sobre os singelos cravos e as margaridas margaridas de amores com as jasmins, não é só uma gravata, essa gravata é um relatório da harmonia das coisas belas, é um jardim suspenso pendurado no pescoço de um homens simpático e feliz, feliz, feliz, porque, com aquela gravata qualquer homem feio qualquer homem feio virá príncipe, simpático, simpático, simpático porque, com aquela gravata ele é esperado, ele é chegado adorado, em qualquer lugar, por onde passa nascem flores e amores, com uma gravata florida e singela como essa linda de viver, até eu, até eu..........

Imagens de textos, fotos, cartazes – Um livro muito interessante, aquilo começou me fascinar, mais ainda, eu percebi também que a minha geração, é uma geração um pouco carente dessas utopias. Na verdade a gente tá vivendo num mundo sem utopias . E os novos bahianos de certa forma trabalharam muito a utopia naquele momento, ideais outros, crenças outras. De certa forma os novos bahianos era uma grupo meio, representava a contra cultura representava idéias que estavam no mundo todo mais que no Brasil de certa forma, foi muito imageticamente concentrado.
Erica : É vamos nos divertir, vamos trocar ideias, vamos ver coisas, vamos ver pessoas, interessar- se pelas coisas.

Ri – Chimarrão cabra de peste sou valente eu sou paz e amor, levo a vida do jeito que for, alegria riso choro e dor, eu sou branco eu sou negro, giro o mundo pelo avesso tenho os pés no chão ( Bira tocando cavaco, Tatá gaita, sobreposto Turibio violão no gondos) sou sonhador, vou a procissão do santo padre, saio da igreja entro nos bares, sobre a proteção dos sete mares, peço axé ao meu babalaô, babalaô, piano , Pandeiro ou viola, baião, rock, samba nem dou bola, tanto faz cachaça ou coca cola, se mandarem me chamar eu vou, eu to que to, se mandarem me chamar eu vou, sou brasileiro sou nação nagô, sou do sul, sou do nordeste, chimarrão cabra da peste, sou valente eu sou paz e amor








DEVIR PARA UM FLUIR



Voz metamorfose ambulante/ no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, tatá tocando cavaco, Denis escaleta casa de cultura, no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, tatá Erika ri bira em casa gravando som/ no mesmo quadro no bar Turíbio, tatá Erika ri bira em casa gravando som e Galvão falando sobre pensar poeticamente/ Dialogo Gui e Ri sobre ficar várias horas fazendo som no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, tatá Erika bira em casa gravando som / no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, tatá Erika ri bira em casa gravando som e GalVão fala ensino universitário, no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão, no mesmo quadro no bar Turíbio toca violão.

o registro e a memória dos processos.

A partir das primeiras práticas com o uso do vídeo empreendidas entre os integrantes e participantes do coletivo inicia-se uma investigação sobre a memória dos processos, as possibilidades de reflexão sobre e recriação dos mesmos a partir da criação, manipulação e apreciação dos seus registros.
Registrar a memória de um processo significa entrar em contato com a natureza do tempo, ao constituir-se numa construção e reconstrução constantes de sentidos para a experiência coletivamente empreendida. Tornar-se consciente implica no desenvolvimento da identidade e da memória e, no entanto, tais fatores constituem-se de maneira dinâmica, num trânsito constante entre a experiência vivida e as percepções individuais e coletivas que se criam em torno dela.
Construir a memória de um processo, por meio de registros constantes em suportes e maneiras diversas, implica assim em encontrar possibilidades narrativas que tornem o processo criativo coletivamente consciente, por meio do confronto e apreciação ativa de materializações possíveis que refletem instantes de experiência ao longo do processo.








FILMANDO FONEMA



O mestre ignorante é um pesquisador/perguntador que não sabe nada sobre esse novo aqui/agora, que se re - conhece como ignorante: pronto à experiência da autoria de suas próprias inquietações. Tal “mestre” é um autor de inquietações.
Quando os habitantes passarem de simples espectadores a construtores, transformadores e “vivenciadores” de seus próprios espaços, isso sim impediria qualquer tipo de espetacularização urbana (...) O pensamento urbano situacionista estaria então baseado na idéia de construção de situações. (...) Uma situação construída seria então um “momento da vida, concreta e deliberadamente construído pela organização coletiva de uma ambiência unitária e de um jogo de acontecimentos.
O espaço da memória deve ser salvo do naufrágio da história que, veloz nos determina e emudece: a experiência da memória envolve uma escavação, uma construção em que nossos corpos e afetos estão engajados, fazendo da memória o espaço “em que os acontecimentos se tecem no entrelaçar de sons, cheiros, imagens, traumas e apagamentos”. Este entrelaçar poético de sentidos que forma o tecido da memória é também metáfora precisa de cada processo criativo que, ao despertar sua capacidade poética de rememoração, pode aprofundar, rever e refletir sobre as práticas emancipatórias vividas .
A apreciação/contemplação é um exercício ativo de imaginação. Tal exercício exigiria assim a transformação do espectador de consumidor a consumador da obra artística.








OS NOVOS PAULISBAIATANOS




Refletir sobre o espaço público e novas maneiras de o apreciar, confrontar, compreender, ressignificar era o que pretendiam os situacionistas, por meio da prática da deriva e da psicogeografia, um estudo dos efeitos do meio geográfico sobre o comportamento afetivo das pessoas. A deriva era um comportamento experimental frente às condições socioculturais urbanas, um andar sem funcionalidade, a construção de um itinerário não-utilitário, um caminhar sem rumo capaz de criar situações que, a grosso modo, re-significa os espaços.








NOSSA ARMA É A COMUNICAÇÃO



Tuareg falando momentos dos novos bahianos/no bar meninos do prédio , musica cifrada, vela, no bar projeto novos primeira terça/ no bar projeto novos primeira terça, sobrepõe Paulinho se isso for arte eu me suicido /voz Paulinho não foi o espetáculo que foi tendo forma foi em cima de improviso e criatividade/ voz Paulinho, a gente inventou um show performático que acabava em verdadeira escumbalhação/ no bar projeto novos primeira terça /voz Paulinho nossa arma era pensamento era mudança de opinião/
O que tem que ser colocado à prova pelas nossas performances – seja ensinar ou atuar, falar, escrever, fazer arte, etc. – não é a capacidade de absorção de conteúdos de um coletivo, mas a capacidade de percorrer inquietações próprias, a capacidade que faz qualquer um igual a todo mundo. Esta capacidade atravessa distâncias imprevisíveis e irredutíveis.
O que há é um trabalho de tradução, mostrando como vivências empíricas e reflexões teóricas e conhecimentos artísticos se traduzem mutuamente (reflexão entendida aqui como retomar o próprio pensamento, pensar o já pensado, voltar para si mesmo e colocar em questão o que já se conhece).








PRA Ñ DIZER Q NÃO FALEI DAS FLORES



A ação cultural como conceito agarra-se diretamente à produção simbólica de um grupo, à prática, reflexão e apropriação dos seus meios e modos de produção. Além da simples propagação de produtos institucionalizados ou midiatizados e da mera formação de técnicos de espetáculos, a ação cultural tateia a possibilidade intrínseca de inserir-se no mundo e começar uma história própria .
É através da ação e do discurso que os seres-humanos se distinguem e é nessa distinção que se apresentam na pluralidade da esfera pública - o espaço dos interesses coletivos, gerando novas possibilidades de criações de mundo, numa interação circular que relaciona particularidades e coletividades, imprimindo novos movimentos à história.
A contradição entre um conteúdo específico, algo que um coletivo queira expressar, e sua expressão formal, a maneira, o como um grupo de artistas quer comunicar-se artisticamente, muitas vezes leva ao emudecimento. Mas o ruído desta contradição pode ser aproveitado: o estudo de diversas formas da tradição estética pode revelar ao mestre ignorante e aos participantes do processo que existem outras maneiras de se habitar uma forma, ou diversas formas diferentes de se exteriorizar um conteúdo.








OLHOS REVIRADOS


Coletivos são grupos de artistas que produzem trabalhos em conjunto. Geralmente os coletivos possuem uma consciência mais crítica: seus trabalhos tem a intenção de levantar questões de interesse do COLETIVO (isto é, não só de quem está no meio da arte, mas de todos que pertencem à sociedade).
Outra característica são as intervenções. Muitos coletivos realizam intervenções na paisagem, sendo urbana ou não, mas definitivamente causando estranheza e mexendo com as sensações de quem está por perto.
Em um mundo tão voltado para a individualidade, a idéia de um trabalho coletivo quebra os padrões estabelecidos atualmente. E é essa idéia que trazemos aqui: trabalhar as questões da coletividade, da autoria, do pensamento social e, logicamente, da arte dentro desse contexto,trabalho muito mais relacionado à prática do que à autoria. Somente o fato de um grupo de artistas se reunir para compartilhar idéias, já dá um caminho que,futuramente, será a motivação dos coletivos estabelecidos.









AGRADECIMENTOS



O Dadaísmo deu origem a um outro movimento: o Surrealismo. A partir de uma simples idéia, os surrealistas criam os Cadavre Exquis - desenhos construídos coletivamente a partir de um papel dobrado, onde cada parte continua o desenho a partir dos resquícios do outro, mas ao mesmo tempo não sabe o que o outro fez. Essa idéia parte dessa mesma técnica aplicada à palavras, que escritas sem saber o que o outro escreveu antes formam frases absurdas, que segundo os surrealistas representam o pensamento inconsciente coletivo. Surge, então, a idéia de um trabalho artístico construído coletivamente, onde a autoria é dividida igualmente.

Cadavre Exquis - Man Ray, Yves Tanguy, Joan Miro, Max Morise, 1928

Trata-se de romper as barreiras entre arte/não-arte, dirigindo a criação artística às coisas do mundo, seja à natureza, seja à realidade urbana e ao mundo da tecnologia.³  Uma das caractrísticas é que os artístas nem sempre produziam trabalhos coletivos - mais de um artista. Podiam fazer trabalhos indivíduais, porém ligados ao grupo.

Bira – Oia eu tenho
Érica – Esses novos paulistanos também dança
Bira – eu tenho mesmo, de verdade
Érica – O que que você tem?
Bira – uma palheta, uma palheta que é uma palheta gringa.
Sobreposta Táta tocando violão, Erica , Ri e Bira, atrás porta do guarda-roupas com bolas pintadas+ Bira falando+Tatá dançando forró no bar +Denis tocando escaleta +casa de cultura
Tatá – Nossa
Ri – é verdade, o legal desses programas aí é que tipo assim, dá pra ficar gravando vários, assim tranquilo.
Erica – Abertão
Ri – Aí depois você pode , vai trançando uma letra, coloca um tema que você quer encaixar melhor,
Erica – E o Bruno já liberou de quarta-feira a gente pode escolher o nosso dia, deixar todos esses registros bem guardados.
Erica – Então esse dia foi uma cena.
Tatá – que loco.
Erica – Que a câmera não gravou, era de hoje mesmo.
Bira – Nossa.
Erica – era do agora mesmo, a gente consegue fazer o agora. Não foi o dia do por do sol, nem da..... , é do agora esse dia foi uma cena e a gente não gravou, tava rolando e eu nem sabia.
Bira – E agradecimentos também.
Erica – Os agradecimentos foram maravilhosos e sempre vão ser agradecidos cada dia mais.
Tatá – Aí oh.
Bira – Oh.
Ri – Gravou...


segunda-feira, 13 de junho de 2011

FESTA 1 DE MAIO

1
Trata-se de um conjunto de chapas de alumínio, articulados com dobradiças que permitem que as pessoas dobrem, virem, mexam, combinem as formas. Ou seja, a obra não é acabada, convidando quem a vê a interagir. Todas suas obras produzidas a partir de "Bichos" seguem este conceito: o público é parte fundamental da obra.Bicho, c.1960, 14 x 34 x 30 cm


Lygia Clark (Belo Horizonte, 23 de outubro de 1920 - Rio de Janeiro, 25 de abril de 1988) foi uma pintora e escultora brasileira contemporânea que auto-intitulava-se "não-artista".
http://educaçao.uol.com.br/artes/ult1687u44.jhtm

O DESMOVIMENTO

Começou assim…cultura orgânica, depende no acreditar em mim mesma….junção de parceiros culturais…..acreditar juntos….mas para isso…ORGANIZAÇÃO, DISCIPLINA, ESTUDO……o resto acontecia através deste movimento de determinação, senão…..não acontece….não.Primeira edição…..Os Novos Paulistanos juntos…..Erica, Tata, Cabessa, Bira, Denis……e muitas outras pessoas já chegando, agregando, dividir é somar. Bia, DD, Gui, Paulinho, Renan…..e ai vai….Gondos bar o local do encontro…intervenção de músicos, atores, criadores, sonhadores, artistas…..cultura orgânica...gratuito….música…poesia….curtas….videos…..tudo fabricação propria…,telas Surrealistas do mestre Clovis, no bar o trabalho de Tio Julio e Heitor…..correria precisarão de mais funcionários ….o evento aconteceu….foi intenso e de ótimas vibrações….todos estavam juntos…todas as idades…..estavamos acontecendo….nosso bairro Ipiranga….de todos os cantos….de todas as coisas…..Segunda edição….choveu….ficamos sem violão, músicos não puderam ir….desorganizou….perda de foco…mas a mensagem firme quase perdeu as forças….Terceira edição….um domingo inteiro….das 14 as 22:30….capoeira, musicalidades diversas…..ritmo orgânico…..descobertas…..exercício diário para o seu cotidiano…..dança, quinteto instrumental, performance, curta, vitrola, a força não me abandonou…..Os Novos Paulistanos com mais agregados…..mais forças…..mais evolução…..foi muito bom….caminho para crescimento diário…..me achei!!!!!! Logo já chegaria o dia da quarta edição….outro local….Bar Aldeia….um domingo inteiro…..outro ambiente….aumento de público que agregavam com nós…parcerias humanas….artistas da vida……


Projeto Novos Paulistanos
A partir da Terceira festa nos reunimos e combinamos a próxima festa que seria em um local oferecido por uma amiga do pessoal que foi no projeto gostou e nos convidou para que fizéssemos um encontro no espaço Bar e Restaurante Aldeia na Vila Mariana .
discotecagem cd e vinil/ videoinstalação/ teatro performático e som proposto pelos participantes.
Propor um espaço de experimentação coletiva, troca, ensaio, improvisação, uma festa, com o objetivo de aliar diversão, reflexão, expressão, teoria, pratica, experimentação de linguagens, uma Festa Programa, Performance, uma Festa Dispositivo.


Video
Culturorgânica





Sábado 7 hrs da manhã acordei….instintivamente projeto,interação cultura viva, não sabendo o que realmente poderia vir a arte é orgânica…carro cheio som vídeo, música vinil bateria.. próximo passo casa do Cabessa a força que alimenta a fome de criação acontecer ,fazer a teoria pulsar nas veias na mente no instinto ,virar prática músicos, atores, curiosos, fome de coisas novas ,estamos chegando dissemos…estamos vivos, as pontas se encontram…. Bira,Gi,vamos seguimos o que um dia mentalizamos….que pensamos em ser…..casa nova café da manhã….alimento energia……,é preciso energia ,espaço novo Casa nova montagem ,vitrola,improvisação…..trabalhar sem estrutura sem nada…..nada??uma idéia duas, três, quatro, cinco…….infinitamente Cabessa leva TV, vídeo, escada, montagem……estrutura??


Video
experimentações e gambiarras




Nossa…..corre corre……..firmeza nos movimentos para não ter lamento……..o som começa o filme esta em cartaz pessoas chegam….a luz o som o video o movimento…o projeto anda caminha corre anda caminha mas segue de alguma forma…..formas várias formas todas elas, música cinema video curtas, longas, poesia, teatro, tudo esta pronto ,pronto nada cade o som?? O som fudeu…..fudeu nada, se não tem a gente inventa som, chegou o som Paulinho Veríssimo,Renan e sua esposa…forças de luz…..não tem??perai e eu penso é isso ai…..chegou o som ….amplificadores…microfones….pô que alívio….mas o vinil não para…….o som não para nem assim……assim sim….assim tem visual na escada no quarto na sala ,é uma casa pô…..uma casa, era uma casa muito engraçada….ficou visceral…...ficou bom muito bom Claudinho mpb refinada chegou… e chegou do jeito certo, fazendo uma sonzeira……Nocivo no rap……..força bruta pancada…..funk brasuca no rap… cavaco no rap….. André no regaae…… falei para o Andrè……cavaco no reggae vai claro….,é Brasil…..parceria………André no samba……é isso aí musicalidade geral……..geralmente…….video……intervenção….pô…ai chegou o Cabessa chegando tbm…..porque é assim…..a gente é feliz assim………cadê a Erica???putaquepariu….kd a Erica?? Vamo que vamo…..Bia …..bia chegou correria,fortaleza…….juntos ,juntos…….a força aumenta……..seguimos vivemos….sobrevivemos……..família chega…..chega tbm…..amigos…..levados…..palmeiras e corinthians…….clássico Rolando……futebol e arte e que arte………………penalti…loteria…não sei nós marcamos um golaço hj….e que gol……….FORÇA E LUZ……

VIDEO
Organismo vivo




Fiquei imposibilitada de estar no dia…..durante todas as semanas nos encontramos , reuniões fixas ou não…..estudos……mas no dia eu não fui….estava com syndrome do pânico, depressão forte para retornar mais sabia e evoluida…..Quis desaparecer…..sumir…durou 5 dias…..não fui abandonada…volto para a terra mais forte….Força e luz!!!!!!!

Video
teatropeRapformático






Video
Camera viva




Domingo, dia do trabalho, e que trabalho!…o som rola, a bola rola, a cerveja ….a mente traduz, sente, comemora!
O dia começa quente, preparação do local, experimentações, gambiarras artísticas, os meninos comparecem…usam suas forças e transformam o local…nos preparamos para receber as pessoas, a chuva cai.

Video
Experimentações e gambiarras



Alguns gatos pingados e molhados no local fazem um som tranquilo do coração e de alma, ajudam com a aparelhagem faltante. O clássico começa, vibração, comemoração…ai meu São Jorge!!!
A chuva diminui as pessoas chegam com mais força, e com muita luz, a noite desponta, o som cresce o rap traduz com propriedade o cotidiano louco, fullgás, uma cena de teatro, um samba… e eu??? Tendo o retorno da boca alheia, cobrir a portaria, receber as pessoas com sorriso e cada vez mais somar para que a arte, pura e simples, porém com muita categoria e humildade, se torne propriedade de todos que a desejem.

Video
Alguns gatos pingados e molhados



O dia chega ao fim...parabéns a todos!!!Foi incrível, grata pela doação!….Vamo que vamo porque a arte nunca para e sempre nos aponta uma resposta…é só prestar atenção e abrir o coração!!!

Video
Raptraduz 1



Reunião: Edição….trabalho de memorização, sensibilidade, paciência, arte que pulsa……Ricardo sempre pronto para auxiliar a respeito…contando com o apoio dos parceiros, Tata, música…..escrita…..Bia, escrita, pesquisa, filmagem…..Bira, Erica , escrita…..recados…..música….todos com um pouco de algo….sonho para chegar…..As cores da imagem da filmagem que esta sendo editada identificação de quem somos…..Estudando Toni Tornado, Não grille a minha cuca ( 1972), BR3…..Tributo a Jorge Negrete…..José Roberto Aguilar…..performance, música, teatro,figurino,artes visuais…..A criação do mundo e do tempo. Lygia Clark, linha orgânica…..Parangolé- Hélio Oiticica…..Caetano….Marinheiro só…….exposição….o orgânico das artes plásticas de Ligia Clark, nós pesquisamos na net cultura orgânica na arte….nossos objetivos…e começamos a pesquisar linha orgânica….estudo de Ligia Clark, abertura de canais sobre a cultura orgânica no seu todo…..junção com a terra, água, ar e fogo.

VÍDEO
Raptraduz 2

terça-feira, 5 de abril de 2011

ROCKSLIDE

Alguma coisa relacionada a imagem que a gente vem buscando, ou que um dia a gente buscou, já se fazem três décadas, já existe um caminho percorrido.Pô consideração, Força e Luz, muita Força e Luz. Já nós encotramos por vários motivos agora estamos reunindo de novo, para experimentar, disponibilizar, compartilhar linguagens para poder expressar, sem pretensão, algo que o tempo impregna na gente e a gente sente, percebe , mexe, remexe, transforma, fluxus que passam pelos nossos corpos. Sobre o encontro, o Projeto pô foda pá caralho, depois de tantos anos materalizar vivências, unir forças que estão conectadas há tempos. Poder trocar, estar em paz, ver outras pessoas em paz,viver em paz, poder estar junto dos amigos fazer um som, mexer com paisagens visuais e sonoras, palavras, pensamentos, comunicação e informação.
Amigos , corrida, descida, tamo junto, cada qual com seu jeito, praticando o respeito, aprendendo a ensinar e a aprender, o poder da informação da comunicação, estamos num tempo de virada, com protese, ciborg, sentindo tentando entender, viver, experienciar, comunicar um tempo espaço, para além do tempo de olhos presos e ouvidos presos, olhos, ouvidos, sentidos aprisionados,na trincheira subindo a ladeira, chinelo de dedo, olhando para o céu e relembrando a época em que empinava pipa.




"experiências em que a mídia eletrônica praticada fora de sua expressão industrial hegemônica, por sujeitos sociais movidos por projetos de intervenção critica, expressando posições alternativas a políticas dominantes, mesmo quando, no momento de sua intervenção, essas experiências são ainda pouco extensivas, comparativamente com aquelas praticadas nos setores de entretenimento de massa amparado pelo capital global. Malgrado reduzidas a escala de seus parcos recursos humanos, técnicos e financeiros, as vezes boicotada, hostilizada, perseguidas e até mesmo condenada a clandestinidade, as praticas políticas radicais fazem explodir os bloqueios oficiais a expressão publica e dão ressonância as vozes discordantes, minoritárias, subjugadas e portadoras de impulso de mudança. A “realidade” comparece em alguma instancia nessas atividades e ela se da como recorrência de um trabalho de escritura. As anamorfoses e dissoluções de figuras, os embricamentos de imagens uma nas outras, as inserções de textos escritos sobre as imagens, os efeitos de edição ou de collage, o jogo das metáforas e das metonímias, a síntese direta da imagem no computador não são meros artifícios de valor decorativo; eles constituem, todas as imagens figurativas, a imagem eletrônica é a que menos manifesta vocação para o documento ou para o “realismo” fotográfico, impondo-se, em contra partida, como intervenção gráfica, conceitual ou, se quiserem, escritural: ela pressupõem uma arte da relação, do sentido e não simplesmente do olhar ou da ilusão." (Arlindo Machado.)

ROCKSLIDE

Sagrada Escritura dos Violeiros.......

A defesa é natural,
cada qual para o que nasce,
cada qual com sua classe,
seus estilos de agradar.
Um nasce para trabalhar,
outro nasce para briga,
outro vive de intriga e outro de negociar,
outro vive de enganar, o mundo só presta assim
é um bom outro ruim.
E eu não tenho jeito para dar...
Para acabar de completar,
quem tem o mel dá o mel, quem tem o fel dá fel...
quem nada tem, nada dá.

quinta-feira, 31 de março de 2011

DISCOS VINIL....

MEUS AMIGOS VAI OUTRA DICA.....A TABUA DE ESMERALDA...(JORGE BEM) E ESTUDANDO O SAMBA (TOM ZÉ) bom estudo.